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  14/08/2019 às 12h46

Vitória tem ato em defesa da educação pública e contra o corte de verbas


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Vitória tem ato em defesa da educação pública e contra o corte de verbas

Estudantes protestam, nesta terça-feira (13), em defesa da educação e contra a reforma da Previdência, o corte de verbas e o projeto Future-se anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles saíram em caminhada por volta das 17h50 e seguiram até a Assembleia Legislativa, em Vitória, onde encerraram o ato por volta das 20h50.

Grupos começaram a se concentrar às 16h nos campi de Goiabeiras e Maruípe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Vitória.

Os participantes que saíram do campus Goiabeiras da Ufes seguiram pela Reta da Penha ocupando todas as faixas no sentido Terceira Ponte. Por volta das 19h15, manifestantes que saíram da Ufes se encontraram com os que saíram do Ifes e todos seguiram em caminhada juntos.

Durante todo o trajeto até a Assembleia, o sentido que eles ocuparam ficou bloqueado, enquanto o contrário ficou liberado.

VITÓRIA, 18h07: Protesto saiu da Ufes — Foto: Naiara Arpini/G1

VITÓRIA, 18h20: Manifestantes em direção à Ponte da Passagem — Foto: Naiara Arpini/G1

Motivação

Durante a concentração na Ufes, os participantes fizeram cartazes que para expor os motivos do ato em Vitória.

"Nossa universidade não vai ter salas com ar-condicionado, vamos perder nossas bolsas. Vai ter falta de materiais, já está acontecendo o corte dos transportes para atividades externas. A Ufes é patrimônio do povo capixaba, a gente só tem uma universidade pública no nosso estado. Inclusive, serviços públicos como o hospital universitário, hospital veterinário, que só a Ufes consegue fazer isso diante de sua pesquisa, se sua extensão. Os cortes simbolizam que o capixaba vai perder tanto em serviços quanto em produção científica", defendeu a estudante Isabella Mamedi.

Estudantes na concentração de protesto na Ufes — Foto: Naiara Arpini/G1

Desde maio, após governo do presidente Jair Bolsonaro anunciar cortes na educação, esta é a terceira mobilização nacional em defesa do setor. A primeira foi em 15 de maio e ocorreu em ao menos 222 cidades de todos os estados e do DF. A segunda aconteceu em 30 de maio, em pelo menos 136 cidades de 25 estados e do DF.

Até por volta de 13h, outras 36 cidades de 16 estados e do Distrito Federal haviam tido protestos pacíficos.

Os protestos desta terça-feira foram convocados por entidades estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Cortes da Ufes
A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) emitiu, na última sexta-feira (9), um comunicado informando sobre as medidas que passarão a ser adotadas no segundo semestre letivo após anúncio de corte de 30% no orçamento das Instituições de Ensino anunciado pelo Governo Federal.

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Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória — Foto: Luciney Araújo/ TV Gazeta

Na universidade, o bloqueio foi de 38% sobre o orçamento de R$ 71 milhões previsto para despesas de custeio em 2019, o que representa menos R$ 27 milhões para a instituição.

Neste ano, a universidade afirma que foi necessária a adoção de medidas emergenciais como corte de funcionamento de aparelhos de ar-condicionado, ajuda de custo para estudantes e eventos e alteração na frequência de limpeza de banheiros, salas de aula entre outras.

Veja as medidas adotadas:

Suspensão das ajudas de custo, para eventos, para estudantes, exceto para aulas de campo previstas nos projetos pedagógicos dos cursos;

Corte de 50% nas despesas de manutenção de equipamentos, de material de consumo e de manutenção de área verde;

Alteração na frequência da limpeza de banheiros da área administrativa, de salas de aula, de salas administrativas e de professores, além dos corredores dos prédios;

Suspender o uso de aparelhos de ar condicionado, exceto nos espaços que não possuem janela, espaços cuja cobertura não seja de laje e nos laboratórios com equipamentos sensíveis a altas temperaturas;

Realização apenas de reparos emergenciais na estrutura predial, que possam causar aumento de custos ou riscos para a comunidade universitária;

Autorização de viagens com veículos da Ufes apenas para aulas de campo, participação em reuniões de Conselhos e eventos previamente programados das Pró-Reitorias de Graduação, de Extensão e de Pesquisa e Pós-Graduação;

Diárias e passagens para viagens só serão autorizadas para representação da Reitoria e das Pró-Reitorias, e de docentes externos para participação em bancas de concurso público;

Somente serão autorizados os envios, por meio dos Correios, de correspondências oficiais emitidas pelas Pró-Reitorias.

Cortes no Ifes
No Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o corte no orçamento de custeio foi de 38,7%. Essa porcentagem equivale a aproximadamente R$ 25 milhões.

Em nota, o Ifes disse que já realizou uma série de ajustes nas suas atividades desde o anúncio do contingenciamento, como o cancelamento de eventos, visitas técnicas, capacitações, viagens, diárias e passagens. Os contratos de limpeza, vigilância e manutenção predial também já foram reduzidos.

"Caso o valor total destinado ao custeio não seja liberado, as atividades do Instituto não deixam de acontecer, mas ficam comprometidas a partir de setembro, pois os recursos financeiros serão insuficientes para que o Ifes cumpra os pagamentos de contas básicas e de serviços terceirizados", disse o Instituto.

As primeiras consequências serão interrupções nos pagamentos de contratos de limpeza, segurança, água, luz, insumos de aulas práticas, manutenção de equipamentos e laboratórios, além da interrupção dos pagamentos de assistência estudantil, entre outras ações.

Por: G1 ES

Link da matéria original:
https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2019/08/13/vitoria-tem-ato-em-defesa-da-educacao-publica-e-contra-o-corte-de-verbas.ghtml

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