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  23/09/2019 às 11h10

Super dica de cinema: Rambo


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Super dica de cinema: Rambo

Crítica:  Rambo Até o fim 

A franquia Rambo teve seu início no cinema em 1982, onde Stallone se consagrou como a "máquina de matar" e colocar medo nos piores bandidos possíveis.
Quatro filmes depois, sendo o último de 2008, ele está de volta em um dos papéis que fundamentou sua carreira e fez com que muitos o colocassem no hall dos tão conhecidos "brucutus" da sétima arte, aqueles dispostos a tudo para realizar suas missões. E desta vez o clima é de despedida, de quem está pronto para dizer adeus a tudo o que realizou, pois agora é olho por olho e dente por dente, quase literalmente.

John Rambo vive na fazenda que foi de seu pai, ao lado de Maria e de sua sobrinha postiça, Gabriela. Ele adestra cavalos e cuida dos afazeres do local, mas ainda assim é assombrado pelos acontecimentos de seu passado. E quando a jovem decide ir atrás de seu pai no México, acaba se envolvendo em um esquema de tráfico de mulheres e prostituição, o que colocará Rambo de volta ao combate, desta vez, muito mais pessoal.

Adrian Grunberg comanda a produção de uma maneira que ao tentar ir para o lado dramático, acaba lembrando que precisa da ação, e nessa ida e vinda, fica complicado entender o resultado.

O diretor escolhe começar o longa com uma câmera “tremida”, o que torna todo o primeiro ato interessante, por mais que tenha um ritmo lento, servindo para contextualizar o que aconteceu com o protagonista nos últimos anos. Logo, esse mesmo controle se torna estático, onde se coloca à disposição dos acontecimentos, perdendo a chance de realmente percorrer as façanhas de seu personagem principal. Desta forma, ao chegarmos no terceiro e derradeiro ato, observamos um “festival” de momento violentos, sem restrições ou censura.

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A história então procura apresentar a forma como que Rambo finalmente se religou ao restante da sociedade. Como ele, apesar de todas as situações extremas, encontrou um meio de lidar com seu passado, sempre olhando para o que estava por vir. Porém, como todo e qualquer filme de ação onde a vingança se torna motivação, algo iria atrapalhar, surgindo na figura de Gabriela e dos acontecimentos que cercam a garota.

Por mais que o enredo tente estabelecer para o protagonista uma família, faltam oportunidades para que isso realmente ganhe a profundidade que nos faça assimilar a ideia de que as ações que estão por vir, verdadeiramente se fazem necessárias. E o resultado? Apenas um pretexto para colocar o icônico soldado novamente em combate contra vilões caricatos.

Por isso, fica estabelecido dois lados da mesma história, o bom e o ruim, do herói que precisa resgatar sua sobrinha, e dos vilões canastrões que só querem a maldade acontecendo. Isso faz do filme algo ruim? Pelo contrário, só demonstra que o público ainda aprecia esse tipo de narrativa, aquela onde claramente temos mocinhos contra bandidos, mesmo que para isso esqueçamos dos traços de humanidade.
Pois o que importa mesmo é quem Rambo irá ferir!

Rambo - Até o fim é um desfecho que poderia ser chamado de "digno" se realmente ficasse de lado o tempo de dramalhão, e apenas tivéssemos ações desenfreadas para todos os lados. Ainda que a direção tente realizar tal façanha, faltou estabelecer desde o início qual caminho estava disposto a percorrer, principalmente com a câmera.

Talvez este novo capítulo da franquia iniciada em 1982 não sirva para todo mundo, e certamente poderá ser colocado em questão por suas escolhas, pois é um jeito de contar a história do cowboy no fim de sua jornada, rumo ao horizonte, de maneira solitária.

É o famoso olho por olho, que traz aquela sensação de justiça própria seguida de um pensamento analítico sobre tudo o que Rambo fez! E sendo a história onde o bandido deve morrer para o mocinho se sentir em paz, o papel foi cumprido.

Will Weber
Geek Guia

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