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  23/12/2019 às 12h25

Super Dica de Cinema | Star Wars: A Ascensão Skywalker


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Super Dica de Cinema | Star Wars: A Ascensão Skywalker

Star Wars é uma das sagas responsáveis por revolucionar o cinema como o conhecemos.

A história que teve início nos anos 70 trouxe inúmeros conceitos que seriam reproduzidos ao longo dos anos na sétima arte, servindo de referência em diversas obras, além disso, tornando a marca uma das mais bem-sucedidas do mercado internacional. Em 2015, O Despertar da Força retornou com a história dos Jedi às telonas, desta vez sob o comando da Disney e de J. J. Abrams, prometendo ir além do que já conhecíamos, horando também o material original!

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Logo, chegamos a última parte desta franquia, comercializada como o encerramento épico da narrativa e da jornada dos Skywalker, mas será que realmente o que encontramos no cinema foi tudo isso?

Kylo Ren, agora soberano líder da Primeira Ordem está vasculhando o universo a procura de um novo inimigo, além de estar a caça de Rey. Já a jovem Jedi, segue seu treinamento, desta vez, conduzida por Leia. Contudo, a nova ameaça também coloca em perigo a Resistência, assim, Rey, Poe, Finn saem pela galáxia buscando uma forma de deter de uma vez quem se levantou para colocar a galáxia em perigo novamente!

J. J. Abrams comanda a última produção da nova trilogia, retornando à cadeira de diretor e realizando um trabalho nada coerente com o restante de sua carreira. Visualmente, este episódio nove é monumental! Fotografia, cores e design de produção evocam todos os elementos conhecidos da saga, alinhados a uma computação gráfica que cria ambientes, personagens e as batalhas que preenchem a tela. Contudo, ao mesmo tempo, a direção demonstra um esquecimento do que foi realizado nos episódios anteriores!

Logo, tudo genérico, apático e sem qualquer criatividade, surpreendendo quem conhece Abrams de trabalhos anteriores.

E boa parte de tudo isso se encontra no roteiro!

Em Os Últimos Jedi, Rian Johnson realizou um trabalho ousado e repleto de possibilidades para a continuidade da jornada Skywalker! Porém, o oitavo episódio foi recebido com uma certa estranheza por parte do público, o que pode ter influenciado a escrita da narrativa deste novo episódio.

O que encontramos então é um total apagamento dos fatos que foram assistidos anteriormente, como se nada daquilo existisse, funcionando de tal forma que O Despertar da Força tem como continuação direta este Ascensão.

Isto fica mais evidente quando a produção decide tentar resumir e explicar os acontecimentos que virão em seu letreiro inicial, baseado em um diálogo realizado no episódio VI de forma muito breve.

Esse senso de urgência se faz presente em toda construção textual, onde fatos ocorrem e logo outro surge para fundamentar o que foi dito, ou simplesmente anular certos pontos dentro da própria história! E ao tentar nos mostrar coisas ainda não vistas, que certamente passaram em algum momento na cabeça do fã, não funcionam da maneira esperada!

Revelações existem? Sim!

Momentos tristes existem? Também!

Entretanto nenhum deles causou exaltação costumeira de Star Wars!

Junte isso ao apego exacerbado pela nostalgia e pelo fan service!

Cenas são realizadas simplesmente para nos remeter aos episódios anteriores (Menos o oitavo), falas são ditas sem qualquer emoção e tudo que deveria ser um possível clímax, soa mais como uma vergonha alheia abraçada ao desconforto. Nessa jornada de agradar a todos, o roteiro não consegue o que se espera de essencial em Star Wars, surpreender e deixar aquela vontade por mais. Nessa colcha de retalhos textual sobra vilão encaixado de força pífia, parentescos que ignoram informações já estabelecidas, possíveis romances, romances que não fazem qualquer sentido e as despedidas não são sentidas!

Ou seja, o tal desfecho monumental não existiu!

Star Wars: A Ascensão Skywalker segue um caminho que irá dividir opiniões, até mais que seu antecessor.

Não por sua capacidade de ser ousado ou de poder dar novos rumos a franquia, mas pela falta de criatividade, singularidade, talento e petulância em se denominar "o final que todos estavam aguardando". Logicamente, cinema é uma experiência individual, cada sentimento é único e o texto é recebido de formas completamente distintas, contudo, é unânime o fato de que ao se apegar ao fan service, não temos uma narrativa coesa e coerente dentro do que foi proposto para essa nova trilogia!
Ao final, observando os dois sóis Tatooine, fiquemos com os sentimentos causados anteriormente por essa saga e ouso dizer que é possível que tenhamos o pior filme de Star Wars até o momento.

Enquanto isso, nos resta lembrar que a Força continua tão forte quanto no dia em que despertou, pois a nostalgia é boa quando ela auxilia os próximos passos, não quando é usada aos solavancos como muleta para justificar a falta de personalidade ao concluir uma produção!

E que a força continue conosco!

Will Weber
Geek Guia

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