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  04/11/2019 às 15h21

Super Dica de Cinema – A Família Addams


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Super Dica de Cinema – A Família Addams

Na década de noventa os dois longas da Família Addams fizeram um grande sucesso, principalmente aqui no Brasil onde suas reprises sempre rendiam bons momentos daquele humor mórbido tão presente na história. Após um bom tempo sem nenhuma novidade, chega aos cinemas, exatamente no Halloween, a nova versão animada baseada nos quadrinhos de Charles Addams da década de 30.

E para apresentar essa narrativa tão conhecida por muitos, mas ainda desconhecida de uma nova geração, a produção se apoia na lição sobre pessoas diferentes, identidade e autoconhecimento, mesmo que sem explorar esses elementos de forma satisfatória!

Gomez e Mortícia estão se casando, porém, um grupo de aldeões não quer os Addams por aquelas terras. Logo, os dois conseguem fugir e encontrar residência um sanatório abandonado, onde irão criar seus filhos Wandinha e Feioso, na companhia da Vovó Addams, do mordomo Tropeço e lógico, do Tio Chico. Mas o que parecia ser uma vida péssima, como a se complicar pois uma nova cidade começa a surgir ao redor da mansão, o que pode gerar novas confusões à família.

Greg Tiernan e Conrad Vernon dirigem a animação que não segue uma qualidade constante no emprego da tecnologia para dar vida novamente a esses personagens.
Um dos grandes problemas aqui é a forma como a produção é realizada, com um nível de CGI abaixo de outros filmes do mesmo estúdio. O que gera, logicamente, uma série de estranhezas e isso que não estamos falando da história em si.
Quando os personagens estão em ação, ou realizando algo, parece uma caricatura malfeita e executada, onde o balanço do corpo não condiz com a agilidade que precisa ser demonstrada, tornando principalmente segundo e terceiro atos grotescos em tela, no quesito técnico.
Ao mesmo tempo, há todo um esforço aqui para novamente apresentar e trazer elementos que façam os fãs antigos, e os novos, se familiarizarem com a aventura. Isso fica a cargo das piadas que possuem um ótimo tempo cômico, se encaixando perfeitamente para obter o resultado desejado de divertir e ao mesmo tempo causar uma identificação com o que é bizarro!
E é na bizarrice que a família quer nos cativar.

Desde o começo fica claro o apreço por cada personagem por questões nada convencionais ou pelas normas estabelecidas. Quanto mais assustador, diferente e pavoroso melhor para eles e nesses traços da personalidade dos Addams é que a narrativa vai ganhando sua forma.
O principal conflito aqui é justamente a aceitação do jeito que você é, a sua identidade e como a sua origem é importante, ainda que haja necessidade de modificar certas tradições. Assim, quando chegamos ao clímax tudo se torna entendível do quanto aquela família não tão diferente, é simplesmente um registro do que muitos vivenciam na realidade, onde suas peculiaridades não os definem como um todo.
Contudo, por mais que a história apresente essa lição, nada fica construído de maneira sólida. Em poucos diálogos coisas estabelecidas se perdem, não existe senso de conflito e o desfecho é extremamente previsível, emulado de outras animações. Junte isso certas características que não se encaixam as Addams que são mais opostos a regras do que apoiadores de uma, como tal tradição familiar. Ou seja, por mais que o texto se esforce em atualizar sua mensagem falta consistência para conseguir acertar em cheio na emoção.

A Família Addams (2019) é uma animação que consegue conquistar o público pelo bom humor, os momentos referenciais e por uma boa trilha sonora que brinca com a música original tão conhecida. Entretanto, tecnicamente a animação beira amadorismo, deixando de lado texturas bem empregadas, fotografia e até mesmo a movimentação dos personagens se torna entroncada, sem qualquer fluidez.
Se para muitos a versão definitiva da família mais bizarra da cultura pop ainda é o dos filmes da década de noventa, fiquem à vontade para continuar com eles em suas mentes, pois aqui, por mais que a forma de contar a história se modifique, ainda existe aquela essência dos Addams, de nos mostrar que não existe normalidade, todos somos estranhos, o que nos faz questionar é apenas a falta de empatia pelo próximo.

E esta é a maior bizarrice que alguém pode deixar de possuir!

sombra

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