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  20/06/2016 às 13h06

"O que temos para hoje é saudade": capixabas falam de Cristiano Araújo um ano após a morte do cantor



“O que temos para hoje é saudade”. É assim que os fãs de Cristiano Araújo se sentem um ano após a morte do ídolo, que se completa na próxima sexta-feira (24). O sertanejo e a namorada, Allana Moraes, tiveram a vida interrompida no dia 24 de junho do ano passado, após um grave acidente de carro no interior de Goiás.

Cristiano havia se apresentado em uma festa junina na cidade de Itumbiara. Após o show, ele decidiu viajar de carro com a namorada, Allana Moraes. O segurança, Ronaldo Ribeiro, era quem dirigia o veículo, e o empresário Victor Leonardo também acompanhava o grupo.

O carro, um Ranger Rover Sport, capotou na BR-153, entre Morrinhos e o trevo de Pontalina, em Goiás. A namorada do cantor morreu no local do acidente.

Cristiano sofreu três paradas cardíacas dentro da ambulância do Corpo de Bombeiros, foi reanimado e transferido de helicóptero para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas chegou morto na unidade. Ronaldo Ribeiro e Victor Leonardo sofreram ferimentos leves.

Na época, os fãs se emocionaram com a perda precoce do ídolo e prestaram diversas homenagens nas redes sociais.  A capixaba Ranuze Lopes, que invadiu o palco para conseguir abraçar o sertanejo, ainda lembra do dia em que recebeu a triste notícia.

“A morte dele aconteceu um dia antes do meu aniversário. Acordei e vi várias mensagens no meu celular, todo mundo perguntando se eu estava bem e eu ainda não sabia do que tinha acontecido. Quando soube da notícia, chorei e não acreditei. As pessoas me ligavam e se preocupavam comigo, perguntando se estava tudo bem, como se Cristiano fosse um parente meu. Foi bem sofrido e ainda é", conta.

Para Ranuze, ainda é difícil aceitar a morte de Cristiano Araújo. Ela relembra os momentos em que esteve próxima do cantor quando ele veio fazer um show em Vitória.

“A gente não acredita que ele não está mais entre a gente. Toda vez que escuto a música lembro do que aconteceu e fico chorando. A ficha cai e o coração fica apertado. Minha foto no WhatsApp ainda é com ele. Uma vez, quando ele veio fazer um show aqui no Álvares, eu invadi o palco e até saí no jornal. O palco era bem baixinho, consegui invadir no meio do show. Em outro show, acabei tendo um contato maior com ele. Nós buscamos Cristiano no hotel para ele participar de um futebol e depois ficamos no camarim dele. Ele sempre foi amoroso, educado, humilde e muito brincalhão, como realmente dá para ver nos vídeos. Sempre rindo, fazendo piada e muito receptivo com os fãs”, relembra.

Dias após a morte de Cristiano Araújo, vários cantores se reuniram para gravar a música em homenagem ao sertanejo: ‘Amo até no Céu’. O capixaba Rander Moreira compôs a canção que foi gravada por grandes nomes do sertanejo, como Lucas Lucco, Israel Novaes e o também capixaba Gabriel Gava.

Rander, que é compositor e cantor, conta que a ideia de criar uma música em homenagem ao casal Allana e Cristiano surgiu logo após o enterro do sertanejo.

“Eu e Gabriel (Gava) estávamos em um sítio em Brasília, quando recebemos a notícia. Corremos para Goiânia para dar tempo de participar do velório. Na casa do Gabriel, nós pensamos em fazer a música e começamos a criar, mas não pensávamos que ia tomar essa proporção toda. Depois que a gente fez a música, Gabriel mandou parte da letra no WhatsApp e Lucas Lucco criou um grupo paralelo para discutir sobre a música e gravar”, conta.

O cantor e compositor capixaba explica que a morte de Cristiano fez com que vários sertanejos refletissem sobre o perigo que correm na estrada. Para Rander, o sertanejo tinha tudo para fazer história na música.

“A morte de Cristiano foi uma comoção muito grande. A ficha não caiu na hora e nem no enterro dele, foi cai cair no dia seguinte. Você olhava e não queria acreditar no que tinha acontecido. Ele está fazendo falta demais porque era referência não só para mim, mas para muita gente. A vida de Cristiano foi interrompida muito precocemente e ele tinha muito tempo de carreira pela frente. É um risco que a gente corre nesse seguimento, já que estamos na estrada sempre, correndo atrás do sonho de levar música para as pessoas. A gente se abala porque se coloca no lugar da pessoa e da família dela”, esclarece.

 

Fonte: Folha Vitória

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