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  01/11/2019 às 11h39

K Entre Nós | Quando o desejo sexual diminuiu


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K Entre Nós | Quando o desejo sexual diminuiu

Quem tem ou já teve um relacionamento longo sabe como a questão sexual reage ao tempo. Muitos casais relatam a redução da frequência e até do desejo sexual. Apesar de ser uma coisa muito comum de acontecer, muitos casais se preocupam e tem o desejo de manter a qualidade sexual ou a famosa “chama acesa”, pois o amor segue presente.

Não se assuste, o desejo pode diminuir mesmo amando a pessoa. Perder o interesse sexual pode ser indicativo de muitas questões, e nem sempre é sinal de que o amor acabou. Pode ser apenas por questão de falta de cuidados nessa área.

Por que o desejo sexual diminui?

A natureza tem o papel dela muito forte na nossa vida. O maior objetivo da natureza é fazer a vida perpetuar, é encher a terra de vida. Não é à toa que sementes que caem no chão gerem plantas, mesmo no meio de pedras. Pois bem, então quando nos apaixonamos o objetivo dela é fazer com que sintamos desejo sexual com a intenção de procriarmos. Por isso, aquele fogo todo no início sem que não se faça quase nada! Depois de um tempo a própria natureza encerra aquele desejo inicial, pois já foi concluído o que tinha para ser feito. Engravidando ou não, depois de um tempo aquele desejo passivo, tende a diminuir mesmo. Cada casal tem um tempo para isso, mas após o primeiro ano é o mais comum de observar essa alteração. E aquele desejo forte, “natural”, só ocorreria novamente por outra pessoa.

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Exatamente, a natureza quer que façamos sexo com o maior número de pessoas possível para que o maior número de pessoas nasça.

Mas nós, seres humanos inteligentes, decidimos culturalmente sermos monogâmicos, não termos tantos filhos e tampouco fazer sexo com a maior variedade de pessoas possível. Isso nos separa dos demais animais inclusive.

Então o que fazer para não cair numa rotina sexual chata?

Já que decidimos racionalmente ficarmos com uma pessoa, temos que fazer movimentos conscientes para que a área sexual responda positivamente. Ou seja, depois de um tempo o desejo não vai cair do céu mais, não vai ser algo passivo, que não precisa fazer nada para que ele apareça. Aí que entra o cultivo de uma sexualidade saudável.

O primeiro ponto de uma vida sexual feliz é o relacionamento que existe por trás dela.

Afinal o que fazemos fora da cama reflete diretamente nos momentos que estamos nela.

Não adianta sermos parceiros ruins o dia inteiro e esperar um carinho mais quente a noite. Então a primeira coisa que precisa ser feita é cuidar do relacionamento. Ser atencioso, ouvir, abraçar, fazer um elogio fora de contexto, cuidar, observar o que o outro gosta e agradar fazem parte de uma chama acesa.

A segunda questão é alimentar o sexo em si através da intimidade.

Sua vida sexual pode não ser a mesma que era no início, mas com o desenvolvimento da intimidade ela pode ser cada vez melhor. Isso inclui conhecer o corpo um do outro, explorar áreas novas, provar coisas diferentes e desenvolver o que chamo de dinâmica sexual do casal.

A dinâmica sexual deve ser boa a ponto de ambos estarem e serem sexualmente bastante satisfeitos. E isso só é possível quando há liberdade de ser quem você realmente é no relacionamento. Não pode haver nada que você não possa fazer dentro de um relacionamento. Percebe como a área emocional está ligada com a sexual? Não adianta não ter sintonia fora da cama e querer ter uma vida sexual maravilhosa por muitos anos.

O terceiro ponto é procurar alimentar o fator novidade

É nesse momento, e só nesse momento que acontece aquela preocupação em fazer uso de produtos sensuais, de estímulos diferentes, brinquedos etc. Mas perceba que coloquei como último fator? Pois somente ir a um sexshop e comprar toda a minha maleta rosa não vai apimentar sua relação isoladamente. É necessário ter verdadeiramente um cenário de intimidade.

Muitas vezes um abraço por trás sem que o outro esteja esperando desperta muito mais desejo do que um gel que esquenta.

Antes de mergulhar no universo dos produtinhos, preocupe-se em conhecer de verdade seu parceiro ou parceira. Em permitir que ele ou ela seja livre e que você consiga ser livre também. A partir do momento que vocês conseguirem ver o sexo com a brincadeira, o lazer de adulto da intimidade de vocês, tudo muda.

E ao levar uma novidade para casa, se pergunte primeiro se aquilo cabe no seu relacionamento, se não vai constranger, envergonhar ou até deixar a outra pessoa desconfiada.

A chave para um dia a dia mais apimentado está no relacionamento! O restante, como bolinhas, gelzinhos, massagem, vão entrar como auxiliares (e que auxiliares) na manutenção da chama acesa.

Fique ligado que vamos falar muito mais sobre isso aqui e no programa ao vivo K Entre Nós todas sextas-feiras às 10h30.

Tem alguma dúvida ou sugestão de tema? Envie uma mensagem, ou um Super WhatsApp para (27) 99995-9450.

Um abraço e até o próximo programa.

Marcelle Paganini – Psicóloga e sexóloga
Sexualidade inteligente

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