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  23/09/2019 às 15h36

Famílias vizinhas de loja que pegou fogo em Vitória não têm prazo para voltar para casa


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Famílias vizinhas de loja que pegou fogo em Vitória não têm prazo para voltar para casa

Moradores de seis casas e dois prédios vizinhos à loja de artigos de couro e decoração que pegou fogo na sexta-feira (20), na Vila Rubim, em Vitória, ainda não sabem quando vão poder voltar para os imóveis. Os bombeiros trabalham na manhã desta segunda-feira (23) no rescaldo do incêndio. Cerca de 70 pessoas estão desalojadas.

O coordenadora da Defesa Civil de Vitória, Jonathan Jantorno, informou que toda a área continua interditada por ainda haver muito material inflamável nos escombros.

Os bombeiros não descartam o risco de novos incêndios e, por isso, não têm prazo para encerrar os trabalhos de rescaldo.

Desde o incêndio, duas famílias de moradores foram levadas para abrigos da Prefeitura de Vitória. Outras preferiram ir para casas de parentes e amigos.

"São interdições com prazos indeterminados considerando a gravidade do acidente. No dia do incêndio, na sexta-feira, nós levamos duas famílias para acolhimento em abrigos da prefeitura, tendo em vista que essas famílias encontravam-se desamparadas, sem ter parentes ou casas de amigos para poder ir, e as outras famílias foram realocadas em casas de parentes e amigos. As duas famílias que foram levadas para o abrigo já saíram e foram para casas de parentes. Essas famílias, considerando que os imóveis eram praticamente alugados, já estão se mobilizando para poder alugar outro imóvel", explicou o coordenador da Defesa Civil de Vitória, Jonathan Jantorno.

Jantorno revelou ainda que seis residências que continuam interditadas estão localizadas atrás da loja onde ocorreu o incêndio. Segundo ele, uma dessas casas foi totalmente destruída pelo fogo.

"Ainda existe um risco estrutural, pois o galpão se estende até a parte de trás do quarteirão. Então, nessa segunda etapa do galpão, existe uma laje ainda com risco de desabamento. Nós vamos realizar as ações fiscais hoje para poder notificar e intimar o proprietário para ele realizar a demolição de parte da laje e o escoramento do que ainda corre o risco de desabar", pontuou.

O prédio que fica ao lado do galpão, que tem 14 andares, segue interditado depois de ser afetado pela fumaça e pelo calor provocado pelas chamas.

A Defesa Civil de Vitória disse que a estrutura da edificação não foi comprometida, porém, parte do reboco foi afetado e as famílias devem ficar fora dos apartamentos até a regularização.

"Fizemos a análise no sábado de manhã (do prédio que fica ao lado) onde não identificamos sinais de risco de colapso da estrutura da edificação. Apesar da aparência estar bastante destruída, o que foi danificado foi apenas reboco e lajota. A estrutura da edificação não foi comprometida. Nesse prédio, até o último andar, os apartamentos dos fundos foram bastante danificados pela questão da insalubridade. Encontra-se tudo muito preto, queimado e sujo por conta da fuligem do incêndio", concluiu Jonathan Jantorno.

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O incêndio
O fogo começou na tarde de sexta-feira (20), por volta das 16h, na área dos fundos da loja, em um galpão. As chamas se espalharam rápido porque a maior parte dos materiais do local eram altamente inflamáveis, segundo os bombeiros. O incêndio só foi controlado por volta das 22h. O comércio teve perda total.

Na tarde deste sábado, foi preciso usar uma retroescavadeira pra apagar o fogo que estava na parte de baixo dos escombros.

Por conta da quantidade de fumaça que ainda saía, que trabalhava em áreas comerciais do entorno optou por usar máscara.

"Essa fumaça é tóxica, então por questão de segurança a gente teve que colocar a máscara", disse o gerente de posto João da Silva Vieira.

No total, foram usados mais de 15 caminhões-pipa no combate ao incêndio.

O dono da loja, Moises Alves da Cruz, acompanhou todos os trabalhos de perto desde o início.

"Ainda estamos muito abalados. São muitos anos de trabalho, quase 40 anos, mas ao mesmo tempo a gente agradece a Deus porque ninguém se machucou. Nenhum dos meus funcionários e ninguém que ajudou no combate. Quanto aos bens materiais, não tinha o que fazer, a gente constrói de novo, a minha preocupação eram as vidas humanas", falou.

Irregular
O Corpo de Bombeiros disse que o comércio estava com a certidão de vistoria vencida, não tinha alvará.

"Primeiro, um incêndio começa a ser evitado quando o estabelecimento comercial busca regularizar a situação junto ao Corpo de Bombeiros, coisa que não aconteceu. A certidão de vistoria do estabelecimento estava vencida desde setembro de 2017", explicou o coronel Wagner Borges.

A Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), também informou que a loja incendiada estava com o alvará de localização e funcionamento vencido desde 07/10/2017 e o responsável recebeu 57 autos de infração.

Por G1 ES

Link da matéria original:
https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2019/09/23/familias-vizinhas-de-loja-que-pegou-fogo-em-vitoria-nao-tem-prazo-para-voltar-para-casa.ghtml

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