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  12/09/2016 às 5h13

Critério e prudência: saiba quando e como acionar o serviço do Samu no Espírito Santo


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Critério e prudência: saiba quando e como acionar o serviço do Samu no Espírito Santo

Saber como e quando acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) contribui para que ele possa cumprir sua função principal, que é prestar socorro à população em casos de risco à vida.

Ao acionar o serviço, é preciso que a pessoa esteja ao lado do paciente para que seja garantido um atendimento ágil e adequado à situação. Em alguns casos, o acompanhante mesmo pode iniciar o atendimento com orientação do médico regulador até que o socorro chegue ao local.

A coordenadora geral do Samu 192, Tatiana Perin, explica que ao lado do paciente o solicitante do serviço terá condições de responder perguntas essenciais feitas pelo médico regulador. As informações repassadas ajudam o médico a detectar de forma mais rápida as necessidades da vítima e a definir qual recurso deve ser enviado.

“Ainda pelo telefone, o médico pode orientar o acompanhante a fim de evitar que ele tome atitudes que possam prejudicar ou agravar o estado da vítima, ou pode ainda solicitar que o acompanhante faça alguma manobra que ajude o paciente”, explica a coordenadora.

De acordo com Tatiana Perin, com a orientação médica por telefone, o acompanhante pode iniciar manobras de massagem cardíaca em pacientes com parada cardiorrespiratória, por exemplo. Com essa ação, é possível não somente evitar sequelas, mas salvar a vida da vítima.

Ela explica que a parada cardíaca pode ser ocasionada por vários motivos. Pode acontecer por baixa de glicose; por baixa ou alta de potássio; infarto agudo do miocárdio e falta de oxigênio no sangue. Pode acometer pessoas com distúrbio renal, diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Também existe o mal súbito, que pode acontecer em qualquer faixa etária devido à má-formação das artérias do coração.

Prioridade


O Samu 192 realiza atendimento pré-hospitalar com prioridade para casos de risco à vida, por isso as pessoas não devem passar trotes nem ocupar as linhas telefônicas para solicitar atendimentos que não tenham esse foco. “Não podemos deixar as linhas ocupadas para passar informações, esclarecer dúvidas básicas ou dar orientar sobre uso de medicamentos. Mesmo porque medicamentos só devem ser tomados com prescrição médica, e a prescrição não pode ser feita por telefone, conforme preconiza a Associação Médica Brasileira (AMB)”, esclarece Tatiana Perin.

Deve-se ligar para o número 192 em situações de urgência, tais como parada cardiorrespiratória; acidente de trânsito com vítima; queimadura grave; suspeita de acidente vascular cerebral (derrame); choque elétrico; dor forte no peito, pois pode ser infarto; queda grave, em que a pessoa bate a cabeça, por exemplo; queda ou outro acidente que ocasione fratura, entre outras situações.

Quando isso acontecer com alguém, disque 192 e um médico fará o atendimento, que poderá ser o envio de uma ambulância ou uma orientação por telefone. A coordenadora do Serviço Móvel de Urgência salienta que para o atendimento preciso do serviço, também é importante informar endereço, pontos de referência e idade aproximada da vítima.

Para realizar atendimentos, o Samu 192 possui unidade básica e avançada, motolância e helicóptero. A coordenadora do serviço lembra que a motolância, por se deslocar mais rápido, pode ser enviada para os primeiros socorros e ajudar a estabilizar o paciente até que a ambulância chegue ao local. Já o helicóptero realiza atendimento a pacientes graves e também atua no transporte de órgãos para transplante.

Saiba como utilizar o Samu 192

>> Manter-se próximo à vítima;
>> Tentar manter a calma;
>> Informar ao telefonista o endereço, pelo menos dois pontos de referência e idade aproximada do paciente. Caso saiba, também informar as doenças conhecidas do paciente;
>> Descrever com clareza o que aconteceu, o que o paciente está sentindo e responder às perguntas do médico;
>> Seguir as orientações passadas pelo médico.

Quando acionar o Samu 192

>> Parada cardiorrespiratória;
>> Dor forte no peito (infarto);
>> Dificuldade de respirar/engasgo;
>> Suspeita de acidente vascular cerebral (derrame);
>> Intoxicação (envenenamento);
>> Queimadura grave;
>> Choque elétrico;
>> Acidente de trânsito com vítima;
>> Queda grave e fratura;
>> Afogamento;
>> Surto psiquiátrico;
>> Ferimento causado por arma de fogo ou arma branca;
>> Trabalho de parto com risco de morte para a mãe ou para o bebê.

Fonte: Folha Vitória

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