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  20/06/2018 às 10h35

Fifa responde CBF, defende árbitro de vídeo e se recusa a entregar áudios


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Fifa responde CBF, defende árbitro de vídeo e se recusa a entregar áudios

Pouco mais de um dia depois de cobrar explicações da Fifa, a CBF recebeu uma resposta da entidade no que diz respeito à atuação da arbitragem no empate em 1 a 1 entre Brasil e Suíça no último domingo, na estreia das seleções na Copa do Mundo.

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Também em uma carta, a Fifa defendeu o árbitro de vídeo e relatou que o uso do árbitro de vídeo pretende prevenir "erros óbvios e claros" e "sérios incidentes" que passem despercebidos. Com isso, a Fifa avaliza a atuação do árbitro mexicano César Ramos no jogo entre Brasil e Suíça.

Jogadores do Brasil reclamam com o árbitro na partida contra a Suíça (Foto: REUTERS/Darren Staples)

Além disso, a entidade se recusou a entregar os áudios da comunicação entre a cabine do VAR e o mexicano César Ramos, árbitro responsável pelo confronto. E justificou que o acesso ao conteúdo das conversas iria expôr a privacidade da arbitragem, o que contraria as regras.

O documento foi assinado por Pierluigi Colina, diretor do departamento de arbitragem da Fifa, e Zvonimir Boban, secretário-geral-adjunto. Procurada, a entidade brasileira se disse satisfeita com o desfecho do assunto.

Além disso, a entidade se recusou a entregar os áudios da comunicação entre a cabine do VAR e o mexicano César Ramos, árbitro responsável pelo confronto. E justificou que o acesso ao conteúdo das conversas iria expôr a privacidade da arbitragem, o que contraria as regras.

O documento foi assinado por Pierluigi Colina, diretor do departamento de arbitragem da Fifa, e Zvonimir Boban, secretário-geral-adjunto. Procurada, a entidade brasileira se disse satisfeita com o desfecho do assunto.

Na carta enderaçada ao presidente da Fifa na última segunda-feira, a CBF solicitou esclarecimentos em relação ao cumprimento do protocolo do VAR e questiona a razão pela qual a tecnologia não foi utilizada, segundo as palavras da CBF, nos dois episódios-chave da partida.

  • "Minuto 50: na ação, que levou ao gol suíço, é evidente que o jogador brasileiro Miranda foi claramente empurrado e deslocado pelo autor do gol, Zuber. Zuber puxa Miranda deliberadamente em duas diferentes ocasiões com as duas mãos. A segunda ocasião é mais clara, porque os corpos dos dois jogadores estão mais distantes. A ação caracteriza uma falta clara, que resultou numa vantagem para Zuber, pois Miranda foi incapaz de alcançar a bola. O árbitro não marcou falta, e Zuber fez o gol decisivo".
  • "Minuto 74: falta cometida pelo zagueiro da Suíça Manuel Akanji sobre o atacante brasileiro Gabriel Jesus, a qual, tendo sido cometida na área, teria causado um pênalti a favor do Brasil, mas não foi assinalada. Gabriel Jesus, que controlava a bola na área da Suíça numa clara oportunidade de fazer o gol, foi agarrado, também com as duas mãos, por Akanji, que o derrubou e portanto cometeu um pênalti claro. O árbitro, no entanto, não interveio e deixou o lance seguir".

"CBF mantém sua posição"

Em seguida, a CBF emitiu um comunicado confirmando o recebimento da resposta da Fifa e dando alguns detalhes da carta. Além disso, afirmou que segue discordando das decisões da arbitragem na partida, mas que não vai levar o caso adiante.

Confira:

"A FIFA encaminhou nesta terça-feira (19) uma resposta aos questionamentos apresentados pela CBF a respeito dos procedimentos adotados pelo VAR no jogo de estreia da Seleção Brasileira contra a Suíça no último domingo, 17.

O ofício assinado por Pierluigi Collina (Chefe da Comissão de Arbitragem ) e Zvonimir Boban (Secretário Geral Adjunto para Futebol) não analisa o mérito dos lances questionados pela CBF. Apenas reitera que a implementação do VAR nas leis do jogo tem como objetivo prevenir "erros claros e óbvios" e "sérios incidentes" que passem despercebidos e que os demais casos ficam sujeitos à exclusiva atuação do árbitro de campo.

“Como tem sido repetidamente comunicado, a pergunta que os VARs devem fazer a si mesmos quando o árbitro toma uma decisão durante uma partida não é "a decisão do árbitro foi correta?". Eles devem se perguntar se “a decisão do árbitro foi clara e obviamente errada?”, pois a interpretação do árbitro em todas as demais situações é e permanece a única relevante quando uma decisão é tomada.”, diz o texto da resposta da FIFA.

A FIFA esclareceu também que não fez nenhuma avaliação pública da atuação da arbitragem no jogo entre Brasil e Suíça. Diz o documento: “Finalmente, no que diz respeito a relatos incorretos na mídia, observe que o Comitê de Arbitragem da FIFA não fornece comentários não oficiais sobre as decisões dos árbitros. Se e quando o Comitê de Arbitragem da FIFA decidir comentar a decisão de um árbitro, isso só será feito oficialmente por meio de uma declaração oficial ou durante uma coletiva de imprensa.”

Por fim, a FIFA também comunica que antes da disputa da Copa do Mundo decidiu que as gravações das conversas entre os oficiais de jogo e os oficiais de vídeo não estariam disponíveis.

A CBF mantém sua posição de que houve claro erro de arbitragem nos lances questionados que poderiam ter sido evidenciados no caso da utilização do árbitro de vídeo e considera importante ter aberto esse debate. A entidade tem certeza de que, ao manter o diálogo com a FIFA, evitará erros em procedimentos futuros, bem como colaborará para o aperfeiçoamento do uso da tecnologia."

Fonte: Globo Esporte

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