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  08/12/2017 às 16h29

Felipe Araújo se consolida no sertanejo


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Felipe Araújo se consolida no sertanejo

Felipe Araújo teve um desafio ao resolver seguir carreira solo: sair da sombra do irmão famoso, morto em 2015, e mostrar que tinha potencial para desenvolver uma carreira.

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Mesmo ele admite que inicialmente não foi fácil. Ao lançar seu projeto solo logo após a morte de Cristiano, além das comparações, ele precisou lidar com acusações de oportunismo.

Porém, em dois anos, ele diz que conseguiu não só afastar esses comentários, como provar que resistiria como artista.

2017 foi o ano em que ele finalmente atingiu esse objetivo. Das 100 músicas mais tocadas no Brasil em 2017, três são dele: Chave Cópia (76ª), A Mala é Falsa (57ª) e Amor da Sua Cama (6ª).

O desempenho lembra o do próprio irmão entre 2012 e 2015, período em que ele sempre aparecia no top 100 com mais de um single.

— O melhor disso tudo é que pela primeira vez também consegui colocar uma música de minha autoria nas paradas. A satisfação de ter o trabalho próprio sendo aceito é ainda maior.

Segundo Felipe, atingir esse patamar foi fruto de crença no próprio trabalho e também resultado da ajuda que os outros artistas deram pra ele desde que começou fazendo parcerias nos seus discos.

Inclusive, por conta disso Felipe tenta retribuir esse gesto realizando duetos com outros novatos que buscam um espaço no mainstream da música nacional.

— Sou grato aos meus amigos, mas não deixo de fazer o mesmo com gente jovem e que procura se destacar. O sertanejo é fruto dessa força mútua. Por isso é tão forte.

No último DVD de Felipe, 1 dois 3 Ao Vivo, participaram artistas como Zezé Di Camargo e Luciano, Jorge e Mateus, Leonardo, Simone e Simaria e Henrique e Juliano. O projeto também traz composições com assinaturas de Marilia Mendonça, Junior Peppato, Simaria, entre outros, além de uma homenagem ao irmão Cristiano Araújo em Perdeu o Cara Errado, escrita pelo próprio Felipe.

Grandioso, o projeto rapidamente caiu no gosto do público e garantiu uma média de 15 shows por mês para o artista, que até 2016 não tinha uma agenda tão cheia assim.

Mas, apesar do formato ter dado bastante certo, Felipe pretende desacelerar a partir de 2018. A ideia dele é gravar um projeto acústico e dar uma nova abordagem às suas músicas. A influência para essa decisão foram os trabalhos de Cleber e Cauan e Diego e Arnaldo, novatos que fazem a cabeça de Felipe.

— Estou na pegada de gravar algo mais artístico e intimista, com essa estética de sonoridade acústica. Ainda não tenho detalhes de como isso será na prática, mas devo gravar no primeiro trimestre.

Enquanto o novo trabalho não sai, Felipe tem se dedicado à sua outra paixão: o futebol. Corintiano assumido, ele é amigo de atletas do elenco do clube, como Danilo e Jadson. Com o último, inclusive, gravou uma paródia de A Mala é Falsa para comemorar o heptacampeonato brasileiro do clube.

— Depois da música, futebol é minha outra paixão. Sempre que posso, jogo com amigos. E tenho esse contato com os jogadores, como o Danilo, que é goiano como eu. A música foi só uma brincadeira que deu muito certo. Espero que os torcedores tenham gostado.

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