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  19/10/2018 às 15h16

Cobra, jacaré e porco-espinho: especialistas explicam aparição de animais silvestres na GV


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Cobra, jacaré e porco-espinho: especialistas explicam aparição de animais silvestres na GV

Após animais silvestres serem flagrados circulando em áreas urbanas da Grande Vitória, o jornal online Folha Vitória buscou explicações sobre os motivos do aparecimento dos animais, como cobra e jacaré, em um prazo de sete dias.

Em uma das ocasiões, um jacaré foi visto por moradores de Jardim Camburi, na capital, na mesma semana em que uma cobra da espécie jiboia apareceu na orla da Praia de Itaparica, em Vila Velha. Um porco-espinho também foi flagrado por clientes que passeavam em torno de um shopping de Vila Velha.

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Segundo o presidente do Instituto Jacarenema, Petrus Lopes, de 39 anos, as áreas urbanas foram inseridas dentro de espaços naturais e, por isso, os fragmentos de vegetação, conectados a outros maiores, permitem que animais como as jiboias, porco-espinho e o jacaré possam aparecer próximo de residências e em ambientes com maior fluxo de pessoas. "Eu acredito que não exista anormalidade. E isso não pode ser tratado como um desiquilíbrio. Errado é quando nós, seres humanos, diminuímos as áreas verdes", afirma.

O presidente disse que os registros de animais silvestres em áreas urbanas podem ser considerados casos simples e fora de risco para a sociedade. Para ele, os motivos destes flagrantes estão relacionados aos animais que buscam por alimentos. "A atividade metabólica dos animais aumentam e permitem que eles possam se movimentar para outros ambientes, em busca de comida. A mudança da estação climática também é um dos fatores que faz com que os animais saem de suas tocas", explica.

Para Petrus, a falta de espaço é um estímulo natural para que o animais migrem para ambientes onde exista a espécie dominante. "Geralmente, algumas populações, por muita quantidade no ambiente menor,  acabam dispersando filhotes que, uma hora ou outra, saem em busca de um novo ambiente. Eles acabam aparecendo em locais desconhecidos, que não existem mais vegetações, como o caso da jiboia encontrada recentemente em Vila Velha", disse.

Perguntado sobre a aparição de ratos em orlas da Grande Vitória, Petrus explica que isso é o reflexo de animais que estão em pleno descontrole em relação a gestão pública. No ponto de vista dele, a disponibilidade de alimentos deixados em orlas estimula o aumento de ratos em locais impróprios. " O rato é um animal esperto, que busca resto de alimentos frescos. A falta de normatização e fiscalização atrapalha a limpeza do lixo nas praias. E esse é um trabalho que depende da mudança do comportamento do comércio, do ambulante, do morador da região, e principalmente do poder municipal." relata.

m nota, a assessoria da Polícia Militar Ambiental (BPMA) diz que com o advento da Lei Complementar 140 de 2011, o Estado, por meio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), e as prefeituras se tornaram responsáveis pela fauna cinantrópica, inclusive a nociva. Segundo eles, estes órgãos são responsáveis por se organizarem para oferecer o serviço de resgate de animais silvestres em toda Grande Vitória.

O BPMA informou ainda que não realiza o recolhimento de animais que não envolvam situação de crime, pois a missão da Unidade Especializada é de reprimir e prevenir crimes. No entanto, sendo solicitado pelo Município, ou outro órgão de resgate, auxilia nos casos em que há risco iminente da integridade física do cidadão.

A Polícia Ambiental relata que atua na esfera penal, em casos de crimes contra a Fauna Silvestre Brasileira, através de operações de fiscalização e verificação de denúncias, como por exemplo; a manutenção de animais em cativeiro sem registro e caça ou pesca ilegal. Que nestes casos, o BPMA poderá lavrar um Termo Circunstanciado (TC) ou mesmo conduzir o infrator a uma delegacia para aplicação de medidas cabíveis.

Ainda com informações da assessoria, os casos em que os animais são apreendidos durante operações, os mesmos são entregues as delegacias, em seus respectivos municípios. Sendo que a destinação a seguir deve ser feita obrigatoriamente aos centros de reabilitação de animais silvestres.

Por Folha Vitória

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